Hoje é dia de uma das coisas que sempre está presente em nossas vidas. Um possivel tema do TCC de uma de nossas alunas do 5º N.C. Um tema muito elogiado por aqueles que cursam pedagogia.
Entendendo a Literatura Infantil
Há uma enorme discussão entre os teóricos para entender a Literatura Infantil. A discussão passa pela conceituação, a concepção da infância e do leitor, a ligação da literatura infantil e a escola, até o caráter literário dessas obras para crianças.
Os primeiros livros para crianças surgem somente no final do século XVII escritos por professores e pedagogos. Estavam diretamente relacionados a uma função utilitário-pedagógica e, por isso, foram sempre considerados uma forma literária menor. A produção para a infância surgiu com o objetivo de ensinar valores (caráter didático), ajudar a enfrentar a realidade social e propiciar a adoção de hábitos. Infelizmente, ainda podemos encontrar esses objetivos na produção infantil contemporânea.
Para entender melhor essa função utilitário-pedagógica presente na literatura infatil vamos ver o que falam Maria José Palo e Maria Rosa D. Oliveira:
Dentro do contexto da literatura infantil, a função pedagógica implica a ação educativa do livro sobre a criança. De um lado, relação comunicativa leitor-obra, tendo por intermediário o pedagógico, que dirige e orienta o uso da informação; de outro, a cadeia de mediadores que interceptam a relação livro-criança: família, escola, biblioteca e o próprio mercado editorial, agentes controladores de usos que dificultam à criança a decisão e escolha do que e como ler.
Extremamente pragmática, essa função pedagógica tem em vista uma interferência sobre o universo do usuário através do livro infantil, da ação de sua linguagem, servindo-se da força material que palavras e imagens possuem, como signos que são, de atuar sobre a mente daquele que as usa; no caso, a criança.1
No Brasil, a Literatura Infantil só chegou no final do século XIX. A literatura oral prevaleceu até esse período com o misticismo e o folclore das culturas indígenas, africanas e européias.
Carlos Jansen e Alberto Figueiredo Pimentel foram os primeiros brasileiros a se preocuparem com a literatura infantil no país, traduzindo as mais significativas páginas dos hoje considerados "clássicos" para a garotada.
Com Thales de Andrade, em 1917, é que a literatura infantil nacional teve início. E foi em 1921 que nosso grande Monteiro Lobato estreou com "Narizinho Arrebitado", apresentando ao mundo Emília, a mais moderna e encantadora fada humanizada.2
No entanto, só após a década de 70 houve um grande desenvolvimento da literatura para crianças com a entrada de grandes editoras no mercado.
A produção brasileira de literatura infanto-juvenil, até a década de 70, foi esporádica, constituindo-se basicamente de traduções de clássicos e de algumas coleções estrangeiras de grande apelo comercial
COORDENADORA:Profª. Abigail Malavasi
Proposta: O curso possui como objetivo formar o professor para o Magistério na Educação Infantil, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos de Ensino Médio, na Modalidade Normal. Atuação na administração escolar, gestão democrática, coordenação, supervisão e orientação educacional para educação básica.
Criação em 1971
Duração: 7 semestre
terça-feira, 17 de abril de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Qual será o futuro do curso?
Com o intuito de que lutemos pelo nosso curso envio este e-mail.
A pedagogia esta sendo enterrada aos poucos pela reitoria, através de decisões descabidas que ultrapassam a lógica educacional e até mesmo comercial (o que eles consideram com certeza mais importante) da Universidade. Um exemplo são os professores que outrora montaram o curso como conhecemos atualmente, fundamentado em sólida base teórica e filosófica, e que por motivos políticos foram demitidos - são eles: a coordenadora Tânia Fernandes e os professores André, Antônio Zilmar, Patrícia, Ronaldo e Silvana.
O atual discurso da reitoria diz que os alunos não tem nenhuma relação com os assuntos sindicais e administrativos , mas sabemos que estas demissões farão com que o curso seja completamente descaracterizado.
Nosso curso propicia formação de um educador consciente da realidade que vive - nós os educandos, somos instigados a compreender e intervir criticamente no meio social, político e cultural que vivemos. Mas se nem os professores podem ser críticos, o que será da nossa formação, qual o futuro da Pedagogia Unicastelo?
Proponho fazer algo pelo nosso curso, cobrar da reitoria o respeito que o aluno, ou melhor dizendo, o cliente deles e os professores merecem.
A seguir esta um texto que explica um pouco do que ocorreu semestre passado (que se repetiu neste) - disponível em ://cenariouniversitario.blogspot.com/2011_12_01_archive.html.
Reitoria e Mantenedora rompem acordo com professores (e seus representantes) e demitem por motivações políticas
Até o momento, mantivemos a relação com a reitoria de maneira aberta e respeitosa. Porém, enquanto discutíamos uma proposta ofensiva de pagamento dos 13ºs em 17 parcelas e, inclusive, evitávamos expandir aos alunos notícias sobre a situação para não atrapalhar a retomada do crescimento da instituição, os gestores da instituição preparavam covardes ataques ao conjunto dos professores, e demitiram diversos professores por seu posicionamento político e/ou sobre o plano de carreira.
Numa carta à comunidade acadêmica, a reitoria afirmou o seguinte acerca das denúncias dos representantes sindicais: “Quanto à sugestão de que teriam havido razões políticas a motivar as demissões, afirmamos que tal suposição não procede, visto que, na Unicastelo, linhas de pensamento divergentes têm convivido, tem sido estimulado o livre debate”. Ora, esta afirmação sim é improcedente, pois, no curso de pedagogia, os professores Antonio Zilmar e Ronaldo Gaspar, os quais gozam de amplo prestígio entre seus pares e discentes, foram demitidos sem indicação da coordenação. Portanto, obviamente, o foram pela participação no processo de organização sindical e discussão dos problemas enfrentados pelo professorado. Assim como a professora-coordenadora do curso de Serviço Social, recentemente avaliado como o melhor curso da cidade de São Paulo. Qual motivo? “Motivos (obscuros) da reitoria”? Ou a linha de “pensamento divergente” aceitável é somente aquela que, ao fim e ao cabo, converge para os interesses da própria instituição? Cadê a pluralidade que, de fato, deveria caracterizar uma instituição acadêmica? Se, como dizem, “as demissões havidas no final deste semestre ocorreram de maneira absolutamente coerente com a normalidade da vida acadêmica” e, por conseguinte, professores competentes com seus afazeres didático-pedagógicos foram demitidos, o que aqueles professores que também são competentes em suas respectivas áreas podem esperar desta universidade? Onde reside a coerência? E se não há coerência, como gozar de credibilidade?
Outros exemplos são o da profa. Sandra Tomaz, há 16 anos na instituição, uma das únicas professoras do curso de Odontologia a não assinar o plano de carreira, demitida sem nenhuma motivação acadêmico-pedagógica. Assim como a profa. Elke e o prof. Maurício, ambos da Educação Física, que no ano passado desafiaram seu coordenador para garantir seus direitos mínimos e, agora, sem nenhuma justificativa plausível, igualmente foram demitidos. Do mesmo modo, também o foi o prof. Dárcio, ha 21 anos na instituição, da Farmácia, que, na última semana, reavaliou sua postura de assinar o plano de carreira. Novamente, como depois de proceder deste modo, a reitoria pode escrever que, “Igualmente infundada é a suposição de que desligamentos teriam sido promovidos em decorrência da não adesão de alguns professores ao Plano de Carreira Docente da Unicastelo. A migração para o Plano de Carreira Docente dá-se de maneira absolutamente voluntária”. Ora, quem está sendo improcedente em suas afirmações?
Pois bem, o ataque a esses professores é um ataque a todos os professores e à sua organização – portanto, também um ataque ao sindicato da categoria –, configurando mais um desrespeito da administração dessa instituição.
Ademais, além de nos privar de nossos direitos trabalhistas mais elementares, acumulando dívidas e mais dívidas junto ao corpo docente e aos funcionários, essa administração ainda tenta nos privar do direito constitucional de organização sindical e, tão grave quanto, da própria verdade, pois, ao mesmo tempo em que alega não fazê-lo, faz perseguições políticas descaradas. Trata-se, portanto, de um jogo duplo, no qual eles dizem uma coisa e promovem outra. Urge nos organizarmos e demonstrarmos nossa insatisfação. Tão grave quanto a opressão é a compactuação com ela. E, disto, jamais seremos cúmplices.
À luta!quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Hoje se inicia as Apresentações de Seminários de Pesquisa do Professor Antônio Zilmar
Cronograma de Apresentações
Seminários de Pesquisas
20/10
- Fhabiane
- Eduardo e Manuel
27/10
• Camilla
Educação Integral
• Cristiane, Josy, Silvana e Vanessa Adolar
Alfabetização e Letramento
03/11
•Carlos Eduardo, Delvanir, Regina e Thiago
Oralidade e Letramento
•Eliane Mello, Kaine, Rosângela e Vanessa Aparecida
Desenhos Animados
10/11
•Clóvis, Gislene e Sabrina
Escola Nova
• Ana Paula, Eliane Aparecida, Juliana e Roseli
Representações dos negros nos livros de Didaticos
17/11
•Aline, Daniela e Tatiana
Pedagogia social
•Rita de Cassia
O curriculo nos livros didaticos
24/11
• Cláudia Regina
Ecopedagogia , Educação Ambiental e Sustentabilidade
• Elizabeth, Francisca , Kelly e Natalia
Curriculo
terça-feira, 14 de junho de 2011
Agora é o 4º Semestre!!!
Lembram daquele inicio dificil que tivemos no mês de Agosto. Quando quase ficamos sem estudar. Eu sei... Até hoje não consigo acreditar como fomos fortes para chegarmos aqui!!!
Muitas rejeição de algumas partes e outros querendo desistir ali mesmo sem se dar conta que hoje somos uma familia que segue ate 2013 juntos. Uns já nos deiaram e pode ser que outro venham a sair, porém espero que mais ninguem saia e outros entraram para integrara essa familia. Apesar que nos não sabemos o que DEUS reserva poara cada um de nós.
Estou muito feliz por fazer parte dessa turma que tem seu blog exclusivo, e mail coletivo e é a turma mais unida da pedagogia.
Esse foi um momento que adorei na aula de Didatica da Majô, a melhor professora que tivemos no 2º semestre. Sinto saudade das aulas dela e gostaria de tê-la denovo conosco. Quando soube que o André a substitui na disciplina perdi a vontade de estudar, mas graças a Deus superei essa fase.
Foto na aula da Professora Patricia, outra professora que adorei trabalhar e que por sorte estará conosco nos proximos semestre, uma excelente profissional que tenho como inspiração. Ama o que faz e demonstra que chegou onde chegou porque é capaz.
Muitas rejeição de algumas partes e outros querendo desistir ali mesmo sem se dar conta que hoje somos uma familia que segue ate 2013 juntos. Uns já nos deiaram e pode ser que outro venham a sair, porém espero que mais ninguem saia e outros entraram para integrara essa familia. Apesar que nos não sabemos o que DEUS reserva poara cada um de nós.
Estou muito feliz por fazer parte dessa turma que tem seu blog exclusivo, e mail coletivo e é a turma mais unida da pedagogia.
Esse foi um momento que adorei na aula de Didatica da Majô, a melhor professora que tivemos no 2º semestre. Sinto saudade das aulas dela e gostaria de tê-la denovo conosco. Quando soube que o André a substitui na disciplina perdi a vontade de estudar, mas graças a Deus superei essa fase.
Foto na aula da Professora Patricia, outra professora que adorei trabalhar e que por sorte estará conosco nos proximos semestre, uma excelente profissional que tenho como inspiração. Ama o que faz e demonstra que chegou onde chegou porque é capaz.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
02 de Abril - Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo
Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo
Escrito por Mundo Asperger
O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo foi instituído pela ONU em dezembro de 2007, que definiu a data de 2 de abril como marco da mobilização mundial para mostrar que há pessoas um pouco diferentes das outras, mas que, na sua essência, são tão humanas quanto todos.
Autismo é uma palavra desconhecida para muitos. Dessa forma o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo busca esclarecer o que vem a ser o Autismo e disseminar informações sobre a importância do diagnóstico e da intervenção precoce.
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Formas de Mobilização
Na noite de 1º de abril, o prédio EmpireState em NY estará acesso com luzes azuis, em conscientização sobre o dia do Autismo em 2 de abril.
Estão repassando a campanha no resto do mundo para que todas as pessoas possam acender uma luz azul em suas casas. Outros prédios por todo o país e o resto do mundo estarão acendendo luzes azuis.
Coisas que você pode fazer para ajudar na conscientização do autismo:
1 – Usar o pin azul com o desenho de uma peça de quebra cabeça durante todo o mês de abril e quando as pessoas perguntarem você pode falar sobre o autismo e o porque de você estar vestindo;
2- Mudar as fotos do orkut e perfil no twitter ou facebook com a peça azul do quebra ou com o logo da campanha light it up: Blue e repassar para 10 amigos;
3- Digitar todos os seus emails em AZUL e colocar o logo Light It UpBlue na assinatura durante todo o mês de abril;
4- No dia 2 de abril vestir uma peça de roupa azul, camiseta ou calça e pedir pra seus amigos, familiares ou colegas de trabalho para vestirem também, tirar fotos e repassá-las. Publicar em flickr, orkut, twitter, facebook;
5- Cozinhar um bolo com o desenho da peça de quebra-cabeça Azul, de preferência todo em azul e levar pra escola, pro trabalho e dividir com seus amigos explicando o porquê;
6- Avisar aos responsáveis de igrejas, congregações para que falem do dia em seus Cultos, Missas e Celebrações, etc.
Existem várias maneiras de participar.
Divulgue e ajude essa causa tão importante.
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Outras Formas de Mobilização
- Imprima e distribua na escola de seu filho a revista em quadrinhos "Um amiguinho diferente", disponível para download aqui;
- Peça para que a escola estimule os pais e os professores a acessarem websites sobre o tema, como: Associação de Amigos do Autista (http://www.ama.org.br/), o web site oficial do World Autism Awareness Day ou mesmo o nosso website http://www.mundoasperger.com.br/;
- imprima e distribua o texto elaborado "02 de abril - Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo", disponível para download aqui;
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Dia de Conscientização do Autismo alerta pais para diagnóstico precoce
Autismo afeta a capacidade de se comunicar e se relacionar socialmente. Se manifesta antes dos três anos e é mais frequente em meninos.
Este sábado (2) é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Um diagnóstico precoce pode ser o melhor caminho para tratar essa doença silenciosa que atinge milhões de pessoas. São crianças como qualquer outra e também como outras crianças, elas têm características próprias.
O autismo afeta a capacidade da pessoa se comunicar e de se relacionar socialmente. Costuma se manifestar antes dos três anos e é mais frequente em meninos do que em meninas. O autismo é mais comum do que se imagina. O número mais aceito no mundo vem do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, instituição ligada ao governo dos Estados Unidos. Existe uma criança com autismo para cada grupo de 110.
No Brasil, a única estatística feita até hoje, na cidade de Atibaia, no interior paulista, registrou em fevereiro de 2011 uma criança com autismo para cada 333. No mundo, a Organização das Nações Unidas estima que existam 70 milhões de autistas.
De acordo com a neurologista Adélia Souza, o diagnóstico precoce ainda é raro.
“A gente pede que as mães, naquele binômio mãe e filho da amamentação, se o seu filho olha no olho. Se ele conseguir olhar no olho, veja se ele acompanha com o olhar. A medida que ele for crescendo, se ele reconhece os familiares”, explica a neurologista.
Um casal tem dois filhos com autismo e descobriu uma forma de lidar com a situação. “Você tem um momento de luto, de tristeza e tem o momento da luta”, lembra a relações-públicas Alciene Carneiro.
“Nos não temos vergonha, convivemos com nossos filhos, levamos para todos os lugares, porque esconder seria uma forma de fazer com que eles não melhorem, que eles não evoluam, ou cresçam no seu dia-a-dia”, explica o administrador Marcelo Gil.
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Corrida comemora Dia Mundial de Conscientização do Autismo
Evento aberto para pessoas com ou sem deficiências promove inclusão social
O Instituto de Desenvolvimento do Esporte, Educação, Inclusão, Arte, Cultura e Sustentabilidade (Ideeia), organização não governamental (ONG) em São Paulo, unirá esporte e inclusão social, com a Corrida e Caminhada Autismo & Realidade pela Conscientização. O evento, marcado para 3 de abril, tem o apoio da prefeitura de São Paulo. As inscrições estão abertas até 27 de março e também são oferecidas vagas para pessoas com deficiências físicas e mentais. Os interessados podem participar da corrida de 8 km, da caminhada paga de 4 km ou da caminhada gratuita de 4 km. As duas primeiras terão o valor da inscrição (R$ 40,00 por pessoa) revertido ao instituto. Para participar é necessário ter no mínimo 16 anos. As inscrições devem ser feitas pelo site http://www.ideeia.org.br/.
O evento será em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril. A data foi criada em 2008 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para alertar a população sobre a complexidade do assunto, a necessidade de mais pesquisas e a importância da inclusão social. O autismo, distúrbio de desenvolvimento que afeta milhares de crianças no mundo, foi descrito pela primeira vez, nos anos de 1940, pelo psiquiatra americano Leo Kanner (1894-1891) e pelo pediatra austríaco Hans Asperger (1906-1980). No Brasil ainda não há dados estatísticos exatos, mas uma estimativa feita em 2007 pelo Projeto Autismo, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), aponta que aproximadamente 1 em cada 190 habitantes apresenta o distúrbio, o que representa algo em torno de 1 milhão de brasileiros autistas. Outros estudos, realizados em diversos países, indicam prevalência quatro vezes maior em meninos e evidenciam que as meninas tendem a apresentar quadro mais grave. Mesmo com todos os esforços por parte dos cientistas, as causas do distúrbio ainda não estão claramente definidas, apesar de já ter sido confirmada a influência da hereditariedade. As principais características do autismo, utilizadas inclusive para diagnósticos, são chamadas de tríade de comprometimento: prejuízos na interação social, no processo de comunicação e na imaginação e presença de comportamentos repetitivos. Essa “tríade” faz com que os autistas geralmente tenham dificuldade em imitar gestos alheios e em entender metáforas. Eles costumam apresentar também isolamento social, aversão a determinados sons, preocupação exagerada com coisas consideradas insignificantes e falta de empatia. Cada vez mais os estudiosos reforçam a importância do diagnóstico precoce e de acompanhamento multidisciplinar que envolva profissionais como neurologistas, psicólogos, fonoaudiólogos e educadores, para que seja assegurada a qualidade de vida dos autistas.
Escrito por Mundo Asperger
O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo foi instituído pela ONU em dezembro de 2007, que definiu a data de 2 de abril como marco da mobilização mundial para mostrar que há pessoas um pouco diferentes das outras, mas que, na sua essência, são tão humanas quanto todos.
Autismo é uma palavra desconhecida para muitos. Dessa forma o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo busca esclarecer o que vem a ser o Autismo e disseminar informações sobre a importância do diagnóstico e da intervenção precoce.
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Formas de Mobilização
Na noite de 1º de abril, o prédio EmpireState em NY estará acesso com luzes azuis, em conscientização sobre o dia do Autismo em 2 de abril.
Estão repassando a campanha no resto do mundo para que todas as pessoas possam acender uma luz azul em suas casas. Outros prédios por todo o país e o resto do mundo estarão acendendo luzes azuis.
Coisas que você pode fazer para ajudar na conscientização do autismo:
1 – Usar o pin azul com o desenho de uma peça de quebra cabeça durante todo o mês de abril e quando as pessoas perguntarem você pode falar sobre o autismo e o porque de você estar vestindo;
2- Mudar as fotos do orkut e perfil no twitter ou facebook com a peça azul do quebra ou com o logo da campanha light it up: Blue e repassar para 10 amigos;
3- Digitar todos os seus emails em AZUL e colocar o logo Light It UpBlue na assinatura durante todo o mês de abril;
4- No dia 2 de abril vestir uma peça de roupa azul, camiseta ou calça e pedir pra seus amigos, familiares ou colegas de trabalho para vestirem também, tirar fotos e repassá-las. Publicar em flickr, orkut, twitter, facebook;
5- Cozinhar um bolo com o desenho da peça de quebra-cabeça Azul, de preferência todo em azul e levar pra escola, pro trabalho e dividir com seus amigos explicando o porquê;
6- Avisar aos responsáveis de igrejas, congregações para que falem do dia em seus Cultos, Missas e Celebrações, etc.
Existem várias maneiras de participar.
Divulgue e ajude essa causa tão importante.
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Outras Formas de Mobilização
- Imprima e distribua na escola de seu filho a revista em quadrinhos "Um amiguinho diferente", disponível para download aqui;
- Peça para que a escola estimule os pais e os professores a acessarem websites sobre o tema, como: Associação de Amigos do Autista (http://www.ama.org.br/), o web site oficial do World Autism Awareness Day ou mesmo o nosso website http://www.mundoasperger.com.br/;
- imprima e distribua o texto elaborado "02 de abril - Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo", disponível para download aqui;
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Dia de Conscientização do Autismo alerta pais para diagnóstico precoce
Autismo afeta a capacidade de se comunicar e se relacionar socialmente. Se manifesta antes dos três anos e é mais frequente em meninos.
Este sábado (2) é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Um diagnóstico precoce pode ser o melhor caminho para tratar essa doença silenciosa que atinge milhões de pessoas. São crianças como qualquer outra e também como outras crianças, elas têm características próprias.
O autismo afeta a capacidade da pessoa se comunicar e de se relacionar socialmente. Costuma se manifestar antes dos três anos e é mais frequente em meninos do que em meninas. O autismo é mais comum do que se imagina. O número mais aceito no mundo vem do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, instituição ligada ao governo dos Estados Unidos. Existe uma criança com autismo para cada grupo de 110.
No Brasil, a única estatística feita até hoje, na cidade de Atibaia, no interior paulista, registrou em fevereiro de 2011 uma criança com autismo para cada 333. No mundo, a Organização das Nações Unidas estima que existam 70 milhões de autistas.
De acordo com a neurologista Adélia Souza, o diagnóstico precoce ainda é raro.
“A gente pede que as mães, naquele binômio mãe e filho da amamentação, se o seu filho olha no olho. Se ele conseguir olhar no olho, veja se ele acompanha com o olhar. A medida que ele for crescendo, se ele reconhece os familiares”, explica a neurologista.
Um casal tem dois filhos com autismo e descobriu uma forma de lidar com a situação. “Você tem um momento de luto, de tristeza e tem o momento da luta”, lembra a relações-públicas Alciene Carneiro.
“Nos não temos vergonha, convivemos com nossos filhos, levamos para todos os lugares, porque esconder seria uma forma de fazer com que eles não melhorem, que eles não evoluam, ou cresçam no seu dia-a-dia”, explica o administrador Marcelo Gil.
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Corrida comemora Dia Mundial de Conscientização do Autismo
Evento aberto para pessoas com ou sem deficiências promove inclusão social
O Instituto de Desenvolvimento do Esporte, Educação, Inclusão, Arte, Cultura e Sustentabilidade (Ideeia), organização não governamental (ONG) em São Paulo, unirá esporte e inclusão social, com a Corrida e Caminhada Autismo & Realidade pela Conscientização. O evento, marcado para 3 de abril, tem o apoio da prefeitura de São Paulo. As inscrições estão abertas até 27 de março e também são oferecidas vagas para pessoas com deficiências físicas e mentais. Os interessados podem participar da corrida de 8 km, da caminhada paga de 4 km ou da caminhada gratuita de 4 km. As duas primeiras terão o valor da inscrição (R$ 40,00 por pessoa) revertido ao instituto. Para participar é necessário ter no mínimo 16 anos. As inscrições devem ser feitas pelo site http://www.ideeia.org.br/.
O evento será em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril. A data foi criada em 2008 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para alertar a população sobre a complexidade do assunto, a necessidade de mais pesquisas e a importância da inclusão social. O autismo, distúrbio de desenvolvimento que afeta milhares de crianças no mundo, foi descrito pela primeira vez, nos anos de 1940, pelo psiquiatra americano Leo Kanner (1894-1891) e pelo pediatra austríaco Hans Asperger (1906-1980). No Brasil ainda não há dados estatísticos exatos, mas uma estimativa feita em 2007 pelo Projeto Autismo, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), aponta que aproximadamente 1 em cada 190 habitantes apresenta o distúrbio, o que representa algo em torno de 1 milhão de brasileiros autistas. Outros estudos, realizados em diversos países, indicam prevalência quatro vezes maior em meninos e evidenciam que as meninas tendem a apresentar quadro mais grave. Mesmo com todos os esforços por parte dos cientistas, as causas do distúrbio ainda não estão claramente definidas, apesar de já ter sido confirmada a influência da hereditariedade. As principais características do autismo, utilizadas inclusive para diagnósticos, são chamadas de tríade de comprometimento: prejuízos na interação social, no processo de comunicação e na imaginação e presença de comportamentos repetitivos. Essa “tríade” faz com que os autistas geralmente tenham dificuldade em imitar gestos alheios e em entender metáforas. Eles costumam apresentar também isolamento social, aversão a determinados sons, preocupação exagerada com coisas consideradas insignificantes e falta de empatia. Cada vez mais os estudiosos reforçam a importância do diagnóstico precoce e de acompanhamento multidisciplinar que envolva profissionais como neurologistas, psicólogos, fonoaudiólogos e educadores, para que seja assegurada a qualidade de vida dos autistas.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Professor: Como surgiu a profissão?
A educação oficial no Brasil começa em 15 de outubro de 1827, com um decreto imperial de D. Pedro I, que determinava que "todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras". É por causa desse decreto, inclusive, que o Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. A data, contudo, só foi oficializada em 1963.
O acesso à educação, porém, ainda era muito restrito na época do Império. Apenas famílias ricas tinham condições de contratar professores para educar seus filhos. Esses profissionais ou atuavam em escolas privadas ou vendiam conhecimento de forma independente.
Apenas a partir dos anos 30, com o surgimento dos grupos escolares, foi que o ensino público gratuito passou a se organizar e atender mais alunos. Nessa época, o poder público passou a se responsabilizar efetivamente pela educação das crianças. Assim, houve a expansão e interiorização dos grupos escolares e as primeiras escolas de formação superior de professores em licenciaturas surgiram.
O acesso à educação, porém, ainda era muito restrito na época do Império. Apenas famílias ricas tinham condições de contratar professores para educar seus filhos. Esses profissionais ou atuavam em escolas privadas ou vendiam conhecimento de forma independente.
Apenas a partir dos anos 30, com o surgimento dos grupos escolares, foi que o ensino público gratuito passou a se organizar e atender mais alunos. Nessa época, o poder público passou a se responsabilizar efetivamente pela educação das crianças. Assim, houve a expansão e interiorização dos grupos escolares e as primeiras escolas de formação superior de professores em licenciaturas surgiram.
Alfabetização
A alfabetização consiste no aprendizado do alfabeto e de sua utilização como código de comunicação. De um modo mais abrangente, a alfabetização é definida como um processo no qual o indivíduo constrói a gramática e em suas variações. Esse processo não se resume apenas na aquisição dessas habilidades mecânicas (codificação e decodificação) do acto de ler, mas na capacidade de interpretar, compreender, criticar, resignificar e produzir conhecimento.Todas essas capacidades citadas anteriormente só serão concretizadas se os alunos tiverem acesso a todos os tipos de portadores de textos. O aluno precisa encontrar os usos sociais da leitura e da escrita. A alfabetização envolve também o desenvolvimento de novas formas de compreensão e uso da linguagem de uma maneira geral. A alfabetização de um indivíduo promove sua socialização, já que possibilita o estabelecimento de novos tipos de trocas simbólicas com outros indivíduos, acesso a bens culturais e a facilidades oferecidas pelas instituições sociais. A alfabetização é um fator propulsor do exercício consciente da cidadania e do desenvolvimento da sociedade como um todo.
LetramentoLetramento não é necessariamente o resultado de ensinar a ler e a escrever. É o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita (SOARES, 2003). Surge, então, um novo sentido para o adjetivo letrado, que significava apenas "que, ou o que é versado em letras ou literatura; literato" (MICHAELIS), e que agora passa a caracterizar o indivíduo que, sabendo ler ou não, convive com as práticas de leitura e escrita. Por exemplo, quando um pai lê uma história para seu filho dormir, a criança está em um processo de letramento, está convivendo com as práticas de leitura e escrita. Não se deve, portanto, restringir a caracterização de um indivíduo letrado ao que domina apenas a técnica de escrever(ser alfabetizado), mas sim aquele que utiliza a escrita e sabe "responder às exigências de leitura e escrita que a sociedade faz continuamente"[1]
LeituraO aprendizado da leitura é um momento importante na educação, que começa na alfabetização e se estende por toda educação básica. Consiste em garantir que o [estudante|aluno] consiga ler e compreender textos, em todo e qualquer nível de complexidade. Depois da fase inicial de alfabetização, faz-se necessária a prática da leitura e da interpretação de textos. Uma vez alfabetizado, é possível o indivíduo ampliar seu nível de leitura e de letramento, de forma a tornar-se um sujeito autônomo e consciente. Por outro lado, a alfabetização por si só não assegura o desenvolvimento do cidadão, como uma panacéia para todo e qualquer mal oriundo da falta do saber.
Aprendizado da leitura na escolaA alfabetização formal se fixa no primeiro e segundo anos do ensino básico. A partir daí considera-se que o aluno já é um leitor e começa-se um período de interpretação de textos que parte deste pressuposto.
Métodos de alfabetizaçãoExistem várias formas de se alfabetizar e cada uma delas destaca um aspecto diferente no aprendizado. Podemos dividi-las em duas grandes categorias: Métodos predominantes sintéticos e Métodos predominantes analíticos.
Métodos predominante sintéticosSão métodos que partem das partes para se chegar ao todo.
Metodos AlfabéticosOs métodos alfabéticos, também conhecidos como silábicos, ficou marcado no Brasil pelo uso da Cartilha "Caminho Suave" Nesse método aprende-se primeiro as letras do alfabeto, em seguida a formar sílabas e com essas as palavras. A partir desse momento começa-se a ler frases curtas, indo para orações e vai progredindo até poder ler um livro sozinho.
Com mais de 40 milhões de exemplares vendidos desde a sua criação, a cartilha idealizada pela educadora Branca Alves de Lima, que morreu em 2001, aos 90 anos, teve um grande sucesso devido à simplicidade de sua técnica. Por causa da facilidade no aprendizado por meio desta técnica, rapidamente a cartilha tornou-se o principal aliado na alfabetização brasileira até o início dos anos 80. quando o construtivismo começou a tomar forma. Em 1995, o Ministério da Educação retirou a cartilha do seu catálogo de livros. Apesar disto, estima-se que ainda são vendidas 10 mil cartilhas por ano no Brasil.
Método da silabação / Método Paulo Freire

Método Paulo Freire: alfabetização pela conscientização
O
O processo proposto por Paulo Freire iniciava-se pelo levantamento do universo vocabular dos alunos. Através de conversas informais, o educador observa os vocábulos mais usados pelos alunos e assim seleciona as palavras que servirão de base para as lições. A quantidade de palavras geradoras pode variar de 18 a 23 palavras, aproximadamente. Depois de composto o universo das palavras geradoras, passa-se ao processo de exercitá-las com a participação do grupo.
A silabação: uma vez identificadas, cada palavra geradora passa a ser estudada através da divisão silábica, semelhantemente ao método tradicional. Cada sílaba se desdobra em sua respectiva família silábica, com a mudança da vogal. Por exemplo, para a palavra "ROBÔ", as sílabas são: RA-RE-RI-RO-RU, BA-BE-BI-BO-BU.
As palavras novas: o passo seguinte é a formação de palavras novas. Usando as famílias silábicas agora conhecidas, o grupo forma palavras novas.
Método FônicoO
Por exemplo, ao se ensinar os fonemas /u/ /a/ /o/ /t/ e /p/, usando um alfabeto móvel as crianças podem formar palavras como: pata, pato, tato, tatu, tapa, topo, etc; depois disso elas são incentivadas a pronunciar o som de cada letra uma por uma e em seguida combina-os para gerar a pronúncia da palavra.
Assim a criança constrói a pronuncia por si própria. Muitas das correspondências som-letra, incluindo consoantes e vogais e dígrafos, podem ser ensinados num espaço de poucos meses(de quatro a seis meses), logo no início do seu primeiro ano letivo. Isso significa que as crianças poderão ler muitas das palavras desconhecidas que elas mesmas encontram nos textos, sem o auxilio do professor para tal. Os especialistas dizem que este método alfabetiza crianças, em média, no período de quatro a seis meses. Este é o método mais recomendado nas diretrizes curriculares de países que utilizam a linguagem alfabética, como: Estados Unidos, Inglaterra, França e Dinamarca.
Método global (ou analítico)Opunha-se ao método sintético, questionando dois argumentos dessa teoria. Um que diz respeito à maneira como o sentido é deixado de lado e outro que supunha que a criança não reconheceria uma palavra sem antes reconhecer sua unidade mínima.
A principal característica que diferencia o método sintético do analítico é o ponto de partida. Enquanto o primeiro parte do menor componente para o maior, o segundo parte de um dado maior para unidades menores.
Justificando o método analítico, Nicolas Adam, responsável por suas bases, vai utilizar-se de uma metáfora, dizendo que, quando se apresenta um casaco a uma criança, mostra-se ele todo, e não a gola, depois os bolsos, os botões etc. Adam afirma que é dessa forma que uma criança aprende a falar, portanto deve ser da mesma forma que deve aprender a ler e escrever, partindo do todo, decompondo-o, mais tarde, em porções menores. Para ele, era imprescindível ressaltar a importância que a criança tem de ler e não decifrar o que está escrito, isso quer dizer que ela tem a necessidade de encontrar um significado afetivo e efetivo nas palavras.
O método analítico se decompõe em:
Palavração: diz respeito ao estudo de palavras, sem decompô-las, imediatamente, em sílabas; assim, quando as crianças conhecem determinadas palavras, é proposto que componham pequenos textos;
Sentenciação: formam-se as orações de acordo com os interesses dominantes da sala. Depois de exposta uma oração, essa vai ser decomposta em palavras, depois em sílabas;
Conto: a idéia fundamental aqui é fazer com que a criança entenda que ler é descobrir o que está escrito. Da mesma maneira que as modalidades anteriores, pretendia-se decompor pequenas histórias em partes cada vez menores: orações, expressões, palavras e sílabas. Método Paulo Freire consiste numa proposta para a alfabetização de adultos desenvolvida pelo educador Paulo Freire, que criticava o sistema tradicional que utilizava a cartilha como ferramenta central da didática para o ensino da leitura e da escrita. As cartilhas ensinavam pelo método da repetição de palavras soltas ou de frases criadas de forma forçosa (em linguagem de cartilha), como "Eva viu a uva"; "O bebê baba", entre muitas outras.método fônico é um método de alfabetização que dá ênfase ao ensino dos sons das letras, partindo das correspondências, sons-letras, mais simples para as mais complexas e depois a combiná-las. Permitindo dessa forma que se consiga ler toda e qualquer palavra. Nasceu como uma crítica ao método da soletração ou alfabético sendo, indicado para crianças mais jovens e recomendado ser introduzido logo no início da alfabetização.(FEITELSON, 1988)
LetramentoLetramento não é necessariamente o resultado de ensinar a ler e a escrever. É o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita (SOARES, 2003). Surge, então, um novo sentido para o adjetivo letrado, que significava apenas "que, ou o que é versado em letras ou literatura; literato" (MICHAELIS), e que agora passa a caracterizar o indivíduo que, sabendo ler ou não, convive com as práticas de leitura e escrita. Por exemplo, quando um pai lê uma história para seu filho dormir, a criança está em um processo de letramento, está convivendo com as práticas de leitura e escrita. Não se deve, portanto, restringir a caracterização de um indivíduo letrado ao que domina apenas a técnica de escrever(ser alfabetizado), mas sim aquele que utiliza a escrita e sabe "responder às exigências de leitura e escrita que a sociedade faz continuamente"[1]
LeituraO aprendizado da leitura é um momento importante na educação, que começa na alfabetização e se estende por toda educação básica. Consiste em garantir que o [estudante|aluno] consiga ler e compreender textos, em todo e qualquer nível de complexidade. Depois da fase inicial de alfabetização, faz-se necessária a prática da leitura e da interpretação de textos. Uma vez alfabetizado, é possível o indivíduo ampliar seu nível de leitura e de letramento, de forma a tornar-se um sujeito autônomo e consciente. Por outro lado, a alfabetização por si só não assegura o desenvolvimento do cidadão, como uma panacéia para todo e qualquer mal oriundo da falta do saber.
Aprendizado da leitura na escolaA alfabetização formal se fixa no primeiro e segundo anos do ensino básico. A partir daí considera-se que o aluno já é um leitor e começa-se um período de interpretação de textos que parte deste pressuposto.
Métodos de alfabetizaçãoExistem várias formas de se alfabetizar e cada uma delas destaca um aspecto diferente no aprendizado. Podemos dividi-las em duas grandes categorias: Métodos predominantes sintéticos e Métodos predominantes analíticos.
Métodos predominante sintéticosSão métodos que partem das partes para se chegar ao todo.
Metodos AlfabéticosOs métodos alfabéticos, também conhecidos como silábicos, ficou marcado no Brasil pelo uso da Cartilha "Caminho Suave" Nesse método aprende-se primeiro as letras do alfabeto, em seguida a formar sílabas e com essas as palavras. A partir desse momento começa-se a ler frases curtas, indo para orações e vai progredindo até poder ler um livro sozinho.
Com mais de 40 milhões de exemplares vendidos desde a sua criação, a cartilha idealizada pela educadora Branca Alves de Lima, que morreu em 2001, aos 90 anos, teve um grande sucesso devido à simplicidade de sua técnica. Por causa da facilidade no aprendizado por meio desta técnica, rapidamente a cartilha tornou-se o principal aliado na alfabetização brasileira até o início dos anos 80. quando o construtivismo começou a tomar forma. Em 1995, o Ministério da Educação retirou a cartilha do seu catálogo de livros. Apesar disto, estima-se que ainda são vendidas 10 mil cartilhas por ano no Brasil.
Método da silabação / Método Paulo Freire
Método Paulo Freire: alfabetização pela conscientização
| Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho. |
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O processo proposto por Paulo Freire iniciava-se pelo levantamento do universo vocabular dos alunos. Através de conversas informais, o educador observa os vocábulos mais usados pelos alunos e assim seleciona as palavras que servirão de base para as lições. A quantidade de palavras geradoras pode variar de 18 a 23 palavras, aproximadamente. Depois de composto o universo das palavras geradoras, passa-se ao processo de exercitá-las com a participação do grupo.
A silabação: uma vez identificadas, cada palavra geradora passa a ser estudada através da divisão silábica, semelhantemente ao método tradicional. Cada sílaba se desdobra em sua respectiva família silábica, com a mudança da vogal. Por exemplo, para a palavra "ROBÔ", as sílabas são: RA-RE-RI-RO-RU, BA-BE-BI-BO-BU.
As palavras novas: o passo seguinte é a formação de palavras novas. Usando as famílias silábicas agora conhecidas, o grupo forma palavras novas.
Método FônicoO
Por exemplo, ao se ensinar os fonemas /u/ /a/ /o/ /t/ e /p/, usando um alfabeto móvel as crianças podem formar palavras como: pata, pato, tato, tatu, tapa, topo, etc; depois disso elas são incentivadas a pronunciar o som de cada letra uma por uma e em seguida combina-os para gerar a pronúncia da palavra.
Assim a criança constrói a pronuncia por si própria. Muitas das correspondências som-letra, incluindo consoantes e vogais e dígrafos, podem ser ensinados num espaço de poucos meses(de quatro a seis meses), logo no início do seu primeiro ano letivo. Isso significa que as crianças poderão ler muitas das palavras desconhecidas que elas mesmas encontram nos textos, sem o auxilio do professor para tal. Os especialistas dizem que este método alfabetiza crianças, em média, no período de quatro a seis meses. Este é o método mais recomendado nas diretrizes curriculares de países que utilizam a linguagem alfabética, como: Estados Unidos, Inglaterra, França e Dinamarca.
Método global (ou analítico)Opunha-se ao método sintético, questionando dois argumentos dessa teoria. Um que diz respeito à maneira como o sentido é deixado de lado e outro que supunha que a criança não reconheceria uma palavra sem antes reconhecer sua unidade mínima.
A principal característica que diferencia o método sintético do analítico é o ponto de partida. Enquanto o primeiro parte do menor componente para o maior, o segundo parte de um dado maior para unidades menores.
Justificando o método analítico, Nicolas Adam, responsável por suas bases, vai utilizar-se de uma metáfora, dizendo que, quando se apresenta um casaco a uma criança, mostra-se ele todo, e não a gola, depois os bolsos, os botões etc. Adam afirma que é dessa forma que uma criança aprende a falar, portanto deve ser da mesma forma que deve aprender a ler e escrever, partindo do todo, decompondo-o, mais tarde, em porções menores. Para ele, era imprescindível ressaltar a importância que a criança tem de ler e não decifrar o que está escrito, isso quer dizer que ela tem a necessidade de encontrar um significado afetivo e efetivo nas palavras.
O método analítico se decompõe em:
Sentenciação: formam-se as orações de acordo com os interesses dominantes da sala. Depois de exposta uma oração, essa vai ser decomposta em palavras, depois em sílabas;
Conto: a idéia fundamental aqui é fazer com que a criança entenda que ler é descobrir o que está escrito. Da mesma maneira que as modalidades anteriores, pretendia-se decompor pequenas histórias em partes cada vez menores: orações, expressões, palavras e sílabas.
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